14 de mar de 2011

A ROSA DE HIROSHIMA, ROSA HEREDITÁRIA

Ogata Korin (1658 - 1716)

Estarrecido, o mundo  assiste impotente a fúria da natureza ameaçar o poderoso Japão e transformá-lo num amontoado de escombros.
Uma usina nuclear atingida pelos terremotos desmente o mito da segurança  sobre processos que transcendem a capacidade humana de prever e controlar riscos ao lidar com uma fonte de energia sobre a qual  não tem de fato domínio. À revelia do que significou Hiroshima e Nagasaki em 1945, a escolha ambiciosa do uso da energia nuclear parece agora assombrar a todos com uma herança que brinca com a arrogância humana. O mar, tão perto, une todo o planeta nas consequências do que ainda não sabemos direito.
O mais tecnológico dos países sucede na vez ao mais miserável. Ontem Haiti, hoje Japão. Amanhã, quem pode saber? Deus não joga dados e a natureza é infinitamente democrática ao mostrar quem manda de fato.

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